segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Só li trechos de coisas do Mario Prata e nunca achei simples.
Só li trechos de coisas do Bortolotto e nunca achei fácil.
Li bastante Bukowski. Mas nunca disse “assim até eu”.
Nunca achei que ser hermético bastasse para escrever como Clarice.
Rubem Fonseca é apenas um crime e um culpado? Nunca achei que fosse.
Também nunca achei que Nelson Rodrigues fosse apenas um punhado de invenções doentias.
Nunca achei que Kerouac fosse mera datilografia.
Não li Fante. Mas pretendo.
Não li Mirisola. E não pretendo.
Não sou da turminha.
Você é profissional disso. É bom nisso.
Eu sou um amador e estou na minha.
Ouso escrever, ainda que mal.
Porque quero.
Porque preciso.
Porque é assim que eu sei.
Também acho que tem que ter culhão.
Mas acho triste agressividade mal direcionada.
E acho que nós temos nos mandando à merda em demasia nesses tempos.
Tem gente por aí merecendo muito mais.
Por fim, acho o “diga-me com quem andas...” em sua variação “diga-me o que você lê..” com o mesmo saborzinho do “sabe com quem está falando...”. Autoritário e besta.
Ah... li Maiakówski. Mas, sinceramente, não te interessa.

6 comentários:

Pedro disse...

É isto aí mermao, ponha ordem na casa. Este é o Fubá que eu conheco.

Pedro Aprendiz disse...

Pensando melhor, este final com Maiakowski tá cheirando uma bela carteirada, né nao ?

Dudu disse...

Mas em todo caso concordo com você em tudo. Quanto à turminha, aos processos de legitimacao e a demasia de agressividade mal direcionada. Este é o Fubá que eu conheco.

Sérgio disse...

É, né? POis é.

Tchello's disse...

Sarava meu Pai...
Pelo visto andei perdendo coisa muito boa aqui. Continua a verborragia e continuam alimentando com pérolas os porcos.
Não sei se o texto foi escrito na segunda feira, mas ele ter sido postado em uma segunda faz muito sentindo pra mim que já começo a sofrer no domingo, no horário dos Trabalhões.
Senti um gosto azedo na boca.

Pedro Kave. disse...

Este papo de gosto azedo na boca dá pano pra manga, mas vou deixar para lá afinal o momento é de comemorar a chegada do casal em terra nova. Vejam se passam por aqui volta e meia, estou sozinho na garagem dando palpites picados sem a picardia necessária. É só ver as respostas monossilábicas do Fubá para notar o quanto ele se animou com o ping-pong. O seguinte entao é o negócio da maré, nao deixem o samba morrer. Até Mar. Pedro.