terça-feira, 28 de julho de 2009

Exposição fotográfica "Casa de Avós"


Fotos da jornalista Aline Grego. No Museu de Arte Contemporânea Itajahy Martins, em Botucatu, de 1 a 22 de agosto.
As fotos estão lindas.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Quase nada



Os caras são muito bons. Fabio Moon e Gabriel Bá. Confiram.
http://10paezinhos.blog.uol.com.br/

domingo, 19 de julho de 2009

Várias coisas a terra cobre,
Boas e ruins,
Até que alguém revolve.
Aqui há coisas que eu não entendo,
Nunca vi.
Outras eu acho chatas.
Num dia de frio,
Invadem minha tranquilidade
Em minha casa há coisas demais
Objetos inúteis
Papéis com todos os tipos de certificações
Coisas
Arrasto comigo uma carga de gente, de coisas, de expectativas
Convenções, palavras, sons, frustrações, horas perdidas.
Tudo isso vem junto
Grilhões, galés feitas de acordos que eu não fiz
E inabilidade.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Movimento dos Barcos

O que dizer dos movimentos. As coisas passando e eu quero passar com elas. Grandes amigos, os melhores, estão por aí em outras cidades, em outros países. Mas é interessante como ficamos torcendo de longe. Eu já rodei um pouco por aí e sei que estar fora do ninho faz um bem danado para a percepção que temos do mundo. Com todos os perrengues, a saudade e tal, a sensação é a mesma de percorrer uma estrada nova, aberta e que você acabou de encontrar e sabe que vai te levar a algum lugar legal.
Ouço Van Morrison cantando alguns clássicos do jazz. Tenho vontade de dividir alguma bebida com alguém bom de papo. Alguém que saque na hora como o Van Morrison é um cantor absurdamente bom. Como ele carrega na emoção na dose certíssima. Hoje ouvi o Astral Weeks no carro. Quem não se emociona ouvindo aquilo é ruim da cabeça ou doente dos ouvidos e do coração.
Van Morrison combina com o frio. Já gostei do frio. Muito. Mas agora ando ficando de saco cheio. Não consigo vencer a sequencia interminável de gripes e resfriados. Ver meu filho com pneumonia também foi (tem sido) uma puta experiência desgastante.
Bom... se alguém leu até aqui sabe que esse post é sobre absolutamente nada. É o meu jeito de falar de som e tal. Um intervalo da rotina de trabalho que anda pesada e do vazio de idéias que é o que sobra neste atual deserto de papos sobre novela, doença, trabalho e tal. Ando sentindo falta de estudar de novo, mas a preguiça é soberana.
No fim das contas é só tédio. Não sou eu quem vai ficar no porto chorando. Mas, por enquanto, eu fico.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Tiê - Sweet Jardin



A menina de sorriso encantador já está aparecendo em algumas vinhetas da MTV. Isso porque, além de influenciada pelos cânones da MPB, notadamente a delicadeza e a leveza da bossa nova, a cantora Tiê também imprime uma marca autoral ao seu trabalho que a aproxima do cenário da música folk norte-americana, atual paixonite dos adolescentes “indies”.
“Sweet Jardim” é o título do primeiro disco desta cantora de 28 anos, com nome de passarinho escolhido, segundo ela, por sua mãe hippie. Outra curiosidade familiar: Tiê é neta da atriz Vida Alves, a primeira a dar um beijo na televisão brasileira.
Tiê já tem alguma experiência na música. E nas duas vertentes que mais aparecem no seu trabalho: a MPB e o chamado folk rock alternativo. Por dois anos acompanhou Toquinho cantando com ele os grandes clássicos do seu repertório, como as músicas compostas juntamente com Vinícius de Moraes. Ao mesmo tempo, cantava nas madrugadas de algumas casas de shows alternativas de São Paulo, um repertório mais “maldito”, recheado de canções de cabaré de Kurt Weil, Bertold Brecht e Tom Waits.
Foi nesse período que a cantora foi se descobrindo também compositora. E “Sweet Jardim” é inteiramente autoral. Ela canta, toca piano e violão, em dez faixas gravadas ao vivo, ao estilo low-fi, ou seja, da maneira mais suave e delicada que você conseguir imaginar.
As canções são muito simples e com letras absolutamente pessoais, escritas em inglês, francês e português. Há participação do violão de Toquinho na faixa título que encerra o CD. A bela capa foi concebida pela estilista Rita Wainer.
As quatro primeiras faixas, ”Assinado Eu”, “Dois”, “Quinto Andar” e “Passarinho”, são baseadas na voz delicada e no violão simples tocado por Tiê. Sei que é sacrilégio, mas a sonoridade minimalista e o tom romântico/desamparado me fizeram lembrar as canções do “Songs of Leonard Cohen”, guardadas as devidas proporções e considerada a densidade poética do trabalho do bardo canadense.
“Aula de Francês”, para mim a melhor do CD e “Stranger But Mine”, também são baseadas no violão, mas a estrutura, o ritmo e os arranjos se aproximam mais do folk. É como se Tiê fosse uma Malu Magalhães mais adulta e com menos produção.
Tiê toca piano na bela “Chá Verde” e em “A Bailarina e o Astronauta”. Sua execução é tão simples quanto a do violão. Nestas duas, as letras ficam em destaque.
“Sweet Jardim” é produzido pelo produtor, músico e DJ carioca Plínio Profeta. Para quem não se lembra era um maluquinho que, há uns dez anos, fez sucesso na MTV com uma música detonando Adriane Galisteu. Plínio cresceu e hoje é multiinstrumentista, que toca baixo, cavaquinho, guitarra, teclados e programações, e assina a produção de discos de artistas como Lenine, Pedro Luís e A Parede, Fernanda Abreu, e é responsável por remixes nacionais e internacionais de canções de nomes como Titãs, Kid Abelha e Madonna. Ele teve o grande mérito foi despojar o som de Tiê de efeitos e truques de produção. É como se o passarinho cantasse na sua janela, numa manhã de outono. Vale ouvir.